segunda-feira, 16 de julho de 2007

Mountain biking "memo" !


Tudo começou quando recebemos a visita do Egon e do John de Monte Verde em meados de 2003. Eles vieram pedalando lá de cima até Itajubá. Quando então fizemos um pacto que iriamos um dia visita-los também de bicicleta.

No dia 12/08 saímos a tarde da Aldeia em cinco pessoas: o Flavinho, a Muriel, o Paulete, o Reinis e eu (Orlando). Para o conforto de todos, o Douglas foi levando a Kombi pelo mesmo caminho traçado que foi o seguinte: Itajubá > Piranguçu (Lemes) > Luminosa (Canta Galo) > São Bento (Serranos) > Gonçalves (Campestre - Juncal) > Monte Verde.

Foram 130km de muita subida pelas belas montanhas da Mantiqueira onde tivemos que pernoitar em um pasto alto próximo a cidade de São Bento do Sapucaí.
No outro dia acordamos cedo para adiantar nossa história e chegar em Monte Verde no horário programado, as 19:00h.

Foram momentos inesquecíveis que se completaram quando encontramos os nossos amigos da serra, onde além do Egon e do John, estavam lá também o Cristian e o Brasil, que fizeram questão de nos apresentar todos os picos que compõem a Serra do Selado.


Obrigado a família Osis pela hospitalidade !

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Planalto do Itatiaia


No dia 16 de Junho, partimos rumo ao primeiro parque nacional do Brasil, o P.N.Itatiaia. Em sua imensa área existem duas divisões: a parte baixa e a parte alta. A primeira, é a mais visitada, lá existem atrativos naturais maravilhosos como as cachoeiras com muita Mata Atlantica e até um museu muito interessante. Porém, para quem gosta de Montanha, vale a pena mesmo ir para a Parte Alta onde na linguá dos Montanhistas locais é mais comum dizer Planalto do Itatiaia. Em seu complexo rochoso existem inumeras possibilidades de escalar muito e curtir toda a bela paisagem.

Saímos em 9 de Itajubá: o Henrique Salomon, o Rogério Coli, a Flávia Torres, o André Chiarelo , Rafael Wasem (Jesus), o Carlos Wilmer (Lemão), a Kênia e o Guilherme Scarpelini e eu, Orlando Mohallem.



As sete horas do sábado partimos na komboza rumo ao parque. Decidimos fazer neste primeiro dia o cume das Prateleiras. Fomos chegar no P.N.I as dez e meia, onde já fomos orientados a parar a Komboza logo na entrada. Fomos curtindo a linda caminhada que nos leva ao Pico das Prateleiras que marca em seu topo 2540m de altitude. Mas antes, fizemos uma parada no Abrigo Rebouçcas para um breve lanche.

Decidimos subir a rota sul, indiscutivelmente a mais fácil, porém há necessidade do uso de equipamentos de segurança para todos. Após uns trepa-pedras, saltos e aderências chega a hora do "pulo do gato" local delicado e perigoso onde deve-se fixar uma corda para apoio e maior segurança na hora da transposição de um lado para outro. Pronto, chegamos no cume das Prateleiras ... maravilhoso ! Logo assinamos o livro de cume e partimos de volta a base.

Fizemos o nosso pernoite no Hotel Alsene, estrutura localizada a 2300m de altitude e fora do P.N.I, este é o único local que se pode acampar no Planalto. Por R$ 15,00 vocÊ monta sua barraca e usufruir dos banheiros e água.


Acordamos cedo no Domingo, e partimos para o quinto maior cume do Brasil, o Agulhas Negras. Desta vez conseguimos entrar com a Komboza até o Abrigo Rebouças, o que nos fez ganhar uns 50 minutos de caminhada. Após alguns alongamentos começamos a serpentear os pequenos vales do maciço até chegar ao córrego Agulhas Negras. Após um pequeno descanço, começamos a ganhar altitude através das grandes lages e tomar a rota mais segura deste pico, a via Pontão Ricardo Gonçalves. Após alguns trepa pedras, chegamos ao col da montanha onde nos equipamos com cintos de segurança para transpor mais fácil alguns locais delicados. Com menos de 100 passos chegamos ao cume do Agulhas Negras, onde na verdade, há uma pedra isolada que os antigos a chamam de Itatiaiaçu, onde lá é que se registra a maior altitude da Montanha e que também está fixado o livro de cume.


Através de alguns procedimentos de escalada em rocha, foi possível fazer com que todos chegassem seguros ao outro lado da pedra e deixassem registrados no livro de cume a emoção de chegar ao topo desta grande Montanha.





Na volta, fomos abençoados com um inesquecível por do sol seguido de um friosinho clássico da Montanha.

Até a próxima aventura !