segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Escalada Artificial


No dia 15 de Novembro, Daniel Bruno e eu partimos em direção a Pedra Vermelha para a primeira repetição da via ‘’Em busca do furo perdido A2’’, aberta pelo Daniel Bruno, Gustavo Lopes e Orlando Mohallem.




Saímos bem cedo, antes de o sol nascer. Estávamos ansiosos por chegar em baixo daquela muralha vermelha. A via transcorre pela parte mais inclinada da parede e é também a parte mais alta. Uma escalada em artificial fixo e de muitos furos de clifs.



Chegando à base da via, decidido no par e impar, sai primeiro e logo já estava ganhando altura nos furos. Uma escalada que me enchia os olhos por sua beleza tanto pela bela linha quanto pelo visual que se tem do vale Anhumas, terminando ao fundo com a Cidade de Itajubá.



Ao chegar à primeira parada, a 50 metros do chão, meu amigo Daniel Bruno iniciou a subida curtindo os pêndulos necessários para a limpeza dessa cordada. Bem as nossas costas, a imponente Pedra Aguda com seus 1590 metros de altitude nos abrilhantava com sua beleza cênica.


Logo estávamos reunidos e prontos para mais uma cordada, essa e a próxima ficaram para o Daniel. Muitas passadas em furos de clifs faziam a escalada sempre emocionante.


A Limpeza das enfiadas ficaram comigo e tive muito prazer em curtir uns bons pêndulos.



Em um entrosamento perfeito fomos dividindo os trabalhos. Revezando as cordadas, fixando corda para que pudéssemos voltar ao chão.


Na quarta enfiada, um diedro alucinante me aguardava. Esta é a cordada mais linda em minha opinião. No final desta enfiada de 35 metros, esperei por Daniel que parecia uma criança brincando nos pêndulos.


A última cordada se faz em livre, um 6º grau onde se faz uso de umas peças móveis.




Adrenalina a todo vapor em progredir e ter que proteger nas fendas cheias de marimbondos. Mas com muito cuidado, eles não impediram nossa passagem.




Abraços e a satisfação de completar os 140 metros dessa belíssima escalada selaram nossa chegada ao topo da Pedra Vermelha. Fotos e um lanche rápido e logo iniciamos nossa descida nas cordas fixas. Descidinha linda.



Dever cumprido e de pés ao chão, arrumamos nossas mochilas e partimos para um delicioso jantar na casa do Daniel onde sua mãe, Dona Glória, já nos aguardava com um enorme frango caipira feito no mais puro estilo mineiro em seu fogão a lenha.


Juliano Ribeiro
04/12/2008

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Mãe do Universo


Fala Orled, Beleza meu irmão !! cara acabei de voltar faz uma semana da
trilha do everest foi demais cara, proximo ano vc tem q juntar uma grana e
vir pra ca, tu vai se amarrar, qquer coisa que quiser para planejar depois
me pergunta que eu estou afiado, hehhehe ... cara fiz um diario e tambem
juntei umas fotos, vou te mandar aqui e depois vc ve se poe no blog, valeu,
fica com Deus ... Sagarmatha é irado !!!!!! As fotos estou anexando em
sequencia dos dias, e o texto esta abaixo ...


Marcelo (Kiwi) Augusto


1º dia - Kathmandu / Jiri - 09/10/2008
Tudo começa em kathmandu, Nepal, capital mundial do montanhismo, cidade que
respira e se move em função da cadeia dos Himalaias e seu mais conhecido
hospede, o Evereste.



O caminho para o acampamento base do Evereste começa no pequeno povoado de
Jiri, que esta a quase 200 kms da capital. São 11 horas de viagem subindo e
descendo vales belíssimos, com rios de cor verde clara e também vistas dos
picos nevados, incluindo o Evereste.

O ônibus de 36 lugares vinha lotado com gente no corredor e no teto e na
soma total era de 60 pessoas que chacoalhavam de lá para ca na estrada ao
som de musica nepali. O movimento serpenteava fazia com que a bexiga
trabalhasse bastante. Cada parada era literalmente um alivio e uma correria
para ver quem saia do ônibus primeiro. Eu e o Boludo, argentino que se
juntou a mim nessa trip, adaptamos uma saída de emergência pela janela para
evitar o empurra-empurra.
Em Jiri encontramos um hotel e saímos para dar uma volta e tentar avistar o
inicio do nosso percurso dos próximos dias que seria de subir e descer
vales, passando por assentamentos de sherpas, conhecidos portadores de carga
do Nepal, rios e muitos e muitos "yaks", cruzamento de vaca com búfalo, que
como nossos jumentinhos no brasil, carregam carga de cima a baixo na
montanha.

2 º dia - Jiri / Deurali - 10/10/08
Começamos a caminhada as 8 da manhã após comer no café da manha um
"dal-baht", arroz com lentilhas e legumes, famosa comida nepali e que se
encontra por todos os lados na montanha.
De Jiri que estava a 1950 metros, subimos ate 2370 metros e do outro lado
descemos ate Shivalaya que estava a 1750 metros. Lá descansamos e comemos
antes de subir até Deurali, que estava a 2705 metros de altura e onde
dormiríamos. Encontramos um refugio de montanha que pagamos 50 rupias para
dormir, cada 75 rupias são 1 dólar, não pensamos duas vezes e nos alojamos.

3º dia - Deurali / Sete - 11/10/08
Depois de um belo café da manha a base de, "nepali tea", leite com chá e
"chapati" (pão indiano) com queijo, mingau de aveia e ovo, descemos até
Bhandar a 2150 metros, um pequeno povoado sherpa onde também havia algumas
acomodações e uma "gompa", monastério budista.
Seguimos montanha abaixo até a bela Kenja a 1570 metros, que fica do outro
lado do rio que passamos por uma ponte suspensa. Lá, após 4 horas de
caminhada, comemos de frente para o vale que possuía um rio de cor turquesa
que contrastava com o verde da montanha.
descansamos e depois subimos por uma encosta íngreme ate o povoado de sete a
2575 metros e dormimos em um refugio ao lado de um antigo monastério
abandonado.

4º dia - Sete / Junbesi 12/10/08
Saímos de sete logo cedo e 4 horas de caminhada mais tarde, chegamos a 3530
metros, Lamjura Pass, ponto mais alto antes de chegarmos a Namche Bazaar, já
próximo da subida para o acampamento base do Evereste. Lá do alto já pudemos
sentir um pouco do frio das alturas e paramos para almoçar em um refugio que
estava ali esperando por nós.
A vegetação neste ponto da montanha havia mudado bastante, bem diferente do
inicio do percurso, pudemos ver algumas arvores pequenas de uma planta
diferente, proveniente daquele clima mais alto. Do outro lado da montanha,
já entrando em um outro vale, caminhamos montanha abaixo até a pequena vila
de Tragdobuk a 2860 metros e depois uma caminho florido com montanhas
rochosas até o povoado sherpa de Junbesi. Antes de chegar, ainda passamos
por um monastério que ficava no meio da montanha e de frente para uma vista
do vale. Foi aqui que comecei a entender a vocação dos monges de buscar
vistas maravilhosas para meditar e orar.
Durante a noite sai para olhar o céu que esteve um pouco nublado em nossa
chegada e fui surpreendido pela bela luz no alto da montanha, era um pico
nevado que estava iluminado pela lua que começava a ficar cheia.

5º dia - Junbesi / Numthala - 13/10/08
Novamente atraídos pela bela vista do pico nevado a nossa frente, agora
iluminado pelo sol, saímos bem cedo montanha acima por 2 horas, costeando o
vale até que após uma curva, em um lugar chamado khurtang, tivemos a
primeira visão do Evereste que estava entre as nuvens.
Estávamos a 2980 metros neste ponto e a enorme montanha, a maior do mundo,
estava 5 km mais alta que nós.
Aquela visão foi belíssima pois alem de poder ver nosso destino, pudemos
ver os vales que atravessaríamos nos próximos dias ate as altas montanhas do
Himalaia.
Seguimos por 30 minutos ainda com aquela bela vista do Evereste, que nos
guiava os caminhos e depois descemos até o assentamento de Ringmo "Khola"
(rio) a 2570 metros e por uma ponte suspensa atravessamos o rio e subimos
ate o povoado de Ringmo, cheio de arvores de maça e um pequeno templo
budista. Ainda mais alto fomos até Trakshindo La Pass a 3071 metros, lá
comemos um delicioso "dal-baht" e nos protegemos da chuva.
Depois de uma hora, já com o sol, caminhamos por duas horas até Nunthala,
que estava a 2250 metros e lá procuramos um lugar para passar a noite.

6º dia - Numthala / Puiyan - 14/10/08
Descemos ate 1480 metros, nosso ponto mais baixo ate então. Aproveitamos o
calor daquela que era nossa ultima vez em uma altitude tão baixa e paramos
um pouco para admirar o rio Dudh Kosi de uma cor verde turquesa incrível.
Pura água do degelo do Himalaia.
Depois começamos a longa subida até Bupsa a 2300 metros, onde paramos para
comer e nos secar ao sol, num gramado em frente a um refugio.
Agora nosso grupo havia crescido, uma francesa se juntou a nós e nosso grupo
de dois recebia grande auxilio.
Foram 5 horas de caminhada até este ponto e ainda nos faltava mais 2 horas e
meia até puiyan a 2730 metros, onde subimos gradualmente contemplando o
imenso vale a baixo de nos, cachoeiras e bosques de arvores com musgos e
samambaias que cresciam em seus troncos.
Passamos a noite em Puiyan que naquela noite era iluminada pela lua cheia
que tambem clareava a vista das outras montanhas ao nosso redor.

7º dia - Puiyan / Benkar - 15/10/08
Apatir deste ponto os sobes e desces ficaram para trás e o caminho se tornou
mais suave montanha acima, com vistas de canions do rio Dudh Kosi lá em
baixo.
No caminho deixamos também o que chamo de trekking "cultural" para trás, já
que quando passamos pelo povoado de Lukla, que possui um pequeno aeroporto,
os grupos de turistas e afins, congestionavam as trilhas e o que se
percebeu foi uma mudança no trato do povo local, que agora só pensava em
"bussiness", não mais "namastes" trocados, pequenas conversas no meio da
trilha, contato pessoal e trocas de experiências, mas o que se pode fazer o
que é bom todos querem, quem nunca sonhou em conhecer a região do Evereste.
Passado o choque paramos para comer em Chheplung a 2660 metros após 4 horas
de caminhada e depois de uma hora 1 hora de descanso seguimos por 3 horas
até a pequena Benkar 2630 metros que parecia não ser notada pelos turistas
e resolvemos ficar por ali e evitar o tumulto dos povoados mais conhecidos.

8º dia - Benkar / Punkhi Tenga - 16/10/08
Começamos o dia um pouco mais devagar e saímos umas 8 hora do hotel e após 1
hora estávamos na entrada do parque nacional de "Sagarmatha" em monjo, 2840
metros, e paramos na oficina de turismo para comprar o ticket de entrada e
para apresentar o cartão TIMS que é grátis e serve para identificar e
registrar as pessoas que estão fazendo o trekking, alem de organizar um
possível resgate.
Toda essa organização pode ser feita em Kathmandu ou também em Monjo. A
entrada para o parque custa 1000 rupias e o cartão TIMS é grátis.
Após as formalidades começamos a dura subida a Namche Bazaar, 3440 metros,
por uma encosta íngreme feita em zig-zag até a cima, quase 600 metros de
desnivel.
Namche é um pequeno povoado que possui comércios e lojas, lá comprei meias
pois so tinha uma que lavava todas as noites e depois tinha que ficar
virando-as na lareira para secar.
A lista de compras aumentou depois que conversei com uns tchecos que
acabavam de voltar da alta montanha. No comeco da trip fizemos a escolha de
usar os edredons, mantas e cobertores dos refugios que parávamos para não
estarmos muito cargados, mas dali por diante isso seria difícil e fomos
aconselhados pelos Tchecos que seria muito bom ter um Sleeping bag de
até -15.C e então alugamos um de ate -25.C para garantir.
Usamos a internet, facilidade só oferecida aqui e em Lukla, 10 rupias o
minuto, avisamos a família sobre nosso paradeiro e compramos um bilhete de
avião de Lukla a Kathmandu antecipada, para o dia 31 de outubro, podendo-se
alterar a data.
Deixamos a civilização e partimos para mais 2 horas de caminhada já com as
belas montanhas nevadas a nossa frente quase todo o tempo e paramos na
tranqüila Punkhi Tenga a 3250 metros e acabamos tendo que dormir no
restaurante pois os quartos estavam todos cheios e seria grátis, neste
momento começava um ciclo vicioso, em todos os lugares eu perguntava direto
pelo restaurante que era mais barato, já que o frio era o mesmo no quarto ou
no restaurante, e o único bloqueio era o saco de dormir.

9º dia - Punkhi Tenga / Dingboche - 17/10/08
Bastante agradecidos pelo aluguel do saco de dormir no dia anterior,
partimos montanha acima por cerca de 2 horas ate Tengboche a 3860 metros
local de um monastério budista bastante bonito e que possuía uma linda vista
do vale e de "Aman Dablam", montanha sagrada que é tida como local de
nascimento de um dos lamas.
Após tirar algumas fotos do belo lugar, acabamos entrando para presenciar
uma oração.
Foi energizante ver os monges orando juntos sem parar e intercalando alguns
instrumentos como flauta, tambor e pratos.
Recebemos a energia e partimos novamente para nossa caminhada, onde pudemos
apreciar a mudança na vegetação, dos bosques de arvores e arbustos, para uma
vegetação mais rasteira e seca.
Em Pangboche a 3930 metros, paramos para comer, antes de subirmos por mais 4
horas até Dingboche 4410 metros, local que iríamos nos aclimatar e
descansar.

10º dia -Dingboche / Chukhung Ri / Dingboche - 18/10/08
Juntamos nossa mochila e fomos para Chukhung que estava a 4730 metros.
Durante a trilha de 2 horas, me lembrei de uma conversa como uma alemã no
dia passado que nos disse ser possível fazer um "day trip", bate volta, ir
até o pico de Chukhung Ri e voltar num dia.
Chegamos bem e decidimos subir ao pico ainda no mesmo dia já que todos os
lodges estavam lotados.
Fizemos mochilas de ataque e partimos para a acensão do Chukhung Ri 5550
metros de altura.
Nos últimos dias havíamos subido quase 1500 metros e o mais indicado seria
fazer uma aclimatação para não sofrer os efeitos da altitude, porem como não
tínhamos opção e nos sentíamos bem, partimos para os 720 metros de subida
até o pico.
A subida teve duas partes, os primeiros 300 metros que tinham uma inclinação
mais suave, pudemos fazer tranqüilamente, já os últimos 400 metros foram
duríssimos a montanha ficava cada vez mais íngreme e a cada 20 metros
tínhamos que parar para respirar e a cada metro a dificuldade para respirar
aumentava muito e a cabeça começava a doer.
Nos últimos metros parecia que ia explodir, mas mesmo assim conseguimos
alcançar o cume de Chukhung Ri, que estava a 5550 metros, minha maior
ascensão a pé até então.
Tiramos muitas fotos e descemos para tentar amenizar os efeitos da altitude
sobre nos.
A situação apenas melhorou quando voltamos a mesma altitude de nossa manhã,
no povoado de Dingboche, onde após um remedinho santo fui dormir.

11º dia - Dingboche / Lobuche - 19/10/08
Acordei zerado e animado para a subida a Lobuche. O caminho tinha uma
inclinação suave ate quando pudemos avistar o povoado de Dughla a 4620
metros, ali acabei pegando um caminho alternativo no qual não fui muito
feliz, a montanha estava erodindo na direção de um pequeno riacho e a trilha
sumiu no meio da erosão, mesmo assim segui mais acima da montanha e desci
até o pequeno riacho.
Não foi fácil passar porque a água que passava pelas pedras que formavam
qualquer espécie de ponte ao outro lado congelavam tornando escorregadia
qualquer alternativa. Subi e desci o rio em busca de algum caminho e só
consegui passar após colocar os pés na água, caminhei até uma pedra onde só
me restava saltar e foi o que fiz, aterrizando na água gelada do outro lado,
mas feliz por encontrar a outra margem do riacho.
Tive que subir uma montanha e circunda-la ate encontrar novamente o caminho
ate Lobuche. Acabei me desgastando bastante neste último tramo e os 100
metros de altitude e 1 km de distancia que me separavam de Lobuche pareciam
intermináveis.
Terminada as 3 horas de caminhada, procuramos um lugar para dormir e por
sorte encontramos uma espécie de dormitório que nada mais era que um tablado
onde dormiríamos com mais gente, ao todo 6 pessoas apinhadas uma ao lado da
outra. não parava de chegar gente e percebemos que provavelmente teríamos
que fazer nosso ataque ao kala Patthar no outro dia já que seria difícil de
encontrar lugar para dormir montanha acima.
A noite contei 60 pessoas sentadas uma ao lado da outra num local de 70
metros quadrados, menos mal, pois o frio era muito forte naqueles 4910
metros de altura.

12º dia - Lobuche / Kala Patthar / Lobuche - 20/10/08
Este dia seria um dia especial para todos nós, saimos de Lobuche logo cedo
apenas com nossas mochilas de ataque e partimos em direção a Gorak Shep 5140
metros, o caminho foi todo feito ao lado de um glaciar enorme (khumbu) e a
cada momento parecia que entravamos em um enorme salão, tamanha a altura que
se apresentavam as montanhas ao nosso redor.
Após 1 hora e meia de caminhada chegamos ao assentamento, lá teriamos mais 1
hora e meia até o topo, 5550 metros de altura, Kala Patthar, "pedra preta",
montanha que possui uma excelente vista de Sagarmatha para os nepaleses,
Chomolungma para os tibetanos e Evereste para o resto do mundo.
A subida é um pouco íngreme menos no começo e mais no final, conforme fomos
subindo o Evereste foi se apresentando para nós, ele em seus 8850 metros de
altura e todas as outras montanhas que fazem parte deste enorme parque
nacional, Pokalde 5806 m, Kongmatse e seu glaciar 5820 m, a ponta de Aman
Dablam 6856 m , Nuptse 7861 m, Lhotse 8501 m.
A montanha do Evereste fica um pouco encoberta por duas outras montanhas,
uma é seu próprio ombro e a outra é sua companheira Lhotse. O que se pode
ver é apenas sua ponta gigantesca de pedra recoberta por neve, de lá também
se podia ver o local do acampamento base, minúsculas barracas amarelas e
azuis se agrupavam em frente ao glaciar onde se inicia a escalada para o
topo do mundo.
O frio ficou insuportável depois que o vento gelado começou a soprar e neste
momento pensei se um dia, com um frio destes, dificuldades para respirar e
equipamentos para carregar, eu escalaria o Evereste.
Depois de ser chacoalhado pelo vento tentando tirar uma foto resolvi descer
e me aquecer em um dos lodges a baixo e bastante agradecido e recompensado
pela bela vista do Evereste, fui montanha abaixo com uma energia incrível.
Comi e fiquei mais algumas horas apreciando o espetáculo ao meu redor,
enormes montanhas de neve, cheias de historias e lendas e eu minúsculo ali
sentado no meio de tudo aquilo.
Já perto do entardecer fui descendo a Lobuche num frio fortíssimo, cada
rajada de vento fazia tremer qualquer um dos pés a cabeça.
Cheguei ao lodge e para me aquecer pedi um nepali tea, leite com chá. Um
pouco aturdido pelo frio e pelo que havia feito, visto o Evereste a
aproximadamente 10 km de distância, fui dormir e tive uma das melhores
noites de sono ate então.

13º dia - Lobuche / Thangnak - 21/10/08
Quando começamos o dia nossa primeira missão era a de caminhar de Lobuche a
Dzonglha, logo cedo pela manha só para conseguir lugar para dormir, nesta
altitude ficava bem difícil encontrar lugar, porque por estarmos na alta
estação, haviam muitos grupos e antes que qualquer pessoa saísse , já havia
um nepales correndo na frente para reservar lugar.
Chegamos a Dzonglha as 9 horas e trinta minutos e conseguimos reservar lugar
no dormitorio, mas ainda era muito cedo para parar e esperar todo um dia
para começar a se mover e com o frio isso seria um martírio, então esperamos
o Boludo chegar e perguntamos se ele estava em condições de fazer o segundo
tramo e a resposta foi sim.
Compramos comida para levar, chapati com ovo, água e partimos para Cho La
Pass, um passo de montanha que havia sido muito comentado antes e durante o
trekking, como sendo um lugar que exige maior atenção e cuidado.
De fato a subida é diferente do terreno que estávamos acostumados, muitas
pedras e rochas, mas que não exigiam nenhuma escalada. No alto ainda tivemos
que caminhar sobre um glaciar 20 minutos, onde algumas poucas vezes crampões
seriam a melhor pedida. Numa destas vezes tive que apoiar meu cajado de
madeira brusca e o acabei partindo, ficando agora com apenas 2 pernas e meio
cajado.
Depois de chorar a lesão do meu cajado, que 10 minutos antes do ocorrido eu
já pensava levar ao brasil comigo, segui caminho ate o outro lado da
montanha que teríamos que descer em meio as rochas e pedras soltas exigindo
atenção para evitar lesões e depois ainda subir mais uma encosta antes de
descer ate o povoado de Thangnak 4700 metros e terminar nossa segunda
missão do dia em 6 horas.

14º dia - Thangnak / Gokyo - 22/10/08
Durante a madrugada sai para usar o banheiro que ficava do lado de fora do
lodge, num frio que chegava a cortar, sem dúvida a noite mais gelada ate
então, mas não me pude privar de ficar ali apreciando as estrelas. Apaguei
minha lanterna e por alguns minutos, mergulhei na noite e nem senti o frio,
tamanha a beleza. Um estrelado como ha muito não via, quase que iluminava a
noite sem a lua. Estrelas que se intercalavam umas as outras. Um show
noturno que foi interronpido pelo frio do inverno do Himalaia.
Voltei a dormir e horas mais tarde sairíamos em direção a Gokyo. No caminho
passamos por um glaciar enorme, Ngozumpa, com seus lagos congelados de cor
verde bem clara. Para testar lancei um par de pedras e todas resvalaram na
placa de gelo como um disco de hockey, fazendo um som bem interessante.
Nos divertimos um pouco e depois seguimos ate Gokyo, 4750 metros, um bonito
assentamento com um enorme lago em frente que era alimentado pela montanha
nevada localizada a algumas centenas de metros a cima dele.
Fui descansar e me aquecer um pouco no saco de dormir e por volta das 3
horas da tarde resolvi partir para minha ultima ascensão e apreciar o
entardecer do alto de Gokyo Ri, 5483 metros, tendo como vista o monte
Evereste.
A subida levou 2 horas e lá de cima pude apreciar o comeco do entardecer e
as luzes que refletiam sobre o Evereste. A cada minuto que passava as cores
mudavam e sua intensidade também, começando por um amarelo pálido, depois
cada vez mais escuro, laranja e por fim vermelho. Depois que já não havia
mais em que refletir na terra, nesta latitude, o sol se foi e ai outro show
de cores começou, agora atras do Evereste e de todas as montanhas a minha
frente, inclusive o enorme monte Makalu 8463 metros, primeiro vinha um roxo,
seguido de um rosa escuro, e em degrade até o céu azul bem escuro.
Apreciei mais um pouco daquela que poderia ser minha ultima vista do
Evereste e desci bem ligeiro para a base da montanha antes que escurecesse
mais.
comemoramos no lodge nossa ultima ascensão, pois a partir de amanhã,
partiríamos para terras mais baixas.
Brindamos com tigelas de sopa de legumes e fomos dormir.

15º dia - Gokyo / Namche Bazaar - 23/10/08
Reconpensados pelos belos e enormes anfitriões do Himalaia e animados por
começarmos a descer em direção a Lukla onde pegaríamos o avião a Kathmandu,
descemos em direção a Namche Bazaar.
Foram 8 horas de caminhada descendo a montanha e passando por um imenso vale
que recortava a região e onde se podia ver um rio lá embaixo, nosso velho
amigo do começo do trekking, rio Dudh Kosi. Tivemos também a vista de Aman
Dablam durante parte do percurso e sua nova cara que nos era apresentada.
Depois de um dia inteiro de caminhada e 1330 metros de altitude mais baixo,
chegamos a Namche Bazaar e mergulhamos novamente na civilização, internet,
padaria, lojas e tudo mais que se encontra num pequeno centro de comercio.
O mais comemorado sem duvida foi poder tomar banho após 5 dias, um banho
realmente quente que pareceu ser um sonho depois de tanto frio que passamos
lá para cima das montanhas.

16º dia - Namche Bazaar / Lukla - 24/10/08
Pela manhã devolvemos nossos "santos" sacos de dormir alugados e fomos
montanha abaixo. No caminho passamos por alguns lugares que já havíamos
passado anteriormente mas agora em sentido oposto e em direção a Lukla.
Após 5 horas chegamos ao nosso ultimo destino na trilha, lukla e fomos
diretamente verificar nosso voo e confirmar nossos tickets para o proximo
dia.
Lukla era um pequeno assentamento, que possuía um aeroporto com uma pista
que ao invés de plana era inclinada como uma pista de asa delta. Já da para
imaginar a destreza que deve ter o piloto para pousar o avião tendo que
subir pista acima. Ficamos observando os aviões decolando e aterrizando,
movimentação que fazia os sherpas que passavam por ali pararem curiosos.
Dormimos no lodge que ficava de frente para a pista para facilitar os
tramites do dia seguinte e tivemos um sono tranqüilo.

17º dia - Lukla / Kathmandu - 25/10/08
Tomamos o café já ligados no som de qualquer avião aterrizando e fomos para
o caótico aeroporto de Lukla.
Caótico porque não havia realmente nenhuma ordem ou prioridade para voar. A
não ser que cada pessoa podia voar por uma empresa diferente, todas as
pessoas dependiam do bom relacionamento do seu representante, que em geral
era o responsável pelo lodge que vc estava, com as autoridades aéreas e
funcionários das empresas.
Nossa sorte era que nosso representante tinha tudo sob controle e após
algumas horas de espera embarcamos a Kathmandu em um avião turbo hélice de
20 lugares. Nesse momento o pequeno aeroporto estava muito movimentado, com
aviões decolando, helicópteros pousando. Quando nos demos conta já estávamos
parados na pista a espera de permissão para decolar.
Graças a Deus o vôo foi tranqüilo, quase nenhuma turbulência e após 45
minutos sobrevoando as montanhas do leste do Nepal, onde pudemos ver muitos
dos caminhos anteriormente feitos por nós no começo do trekking, chegamos ao
aeroporto de Kathmandu, felizes com a temperatura mais alta, mas já saudosos
da tranqüilidade e experiências vividas nas montanhas do Himalaia.
A região do Himalaia possui grandes extremos e lá pudemos ver mais uma vez
quão pequenos somos nós frente ao poder e a magnitude da natureza. Muitos
foram os obstáculos, frio, altitude, longas horas de caminhada, neve,falta
de ar, mas nossa atitude respeitosa foi abençoada por vistas de tirar o
fôlego, bom tempo (quase sem nuvens), contato com pessoas que vivenciam a
montanha todos os dias e que possuem uma pureza e simplicidade tao grande
que a cada namaste que se trocava na trilha, parecia que energia era trocada
e recarregada.
Obrigado meu Deus por meus olhos poderem ver, meu pulmao poder respirar, por
minhas pernas poderem andar e pela oportunidade de poder vivenciar tudo
isso.

Namaste ! (o meu Deus, saúda o Deus que esta dentro de você)

Observações:
- Tendo tempo, não deixe de caminhar o tramo de Jiri a Lukla.
- A época do ano com tempo mais limpo é Outubro / Novembro, alta estação de
turismo no Nepal.
- O custo aproximado de permanecer na montanha entre comida e alojamento foi
de 15 dólares por dia.
- O ônibus de Kathmandu a Lukla é 7 dólares e sai bem cedo, compre um dia
antes para não ir no teto.
- O avião de Lukla a Kathmandu é 121 dólares e tem data flexível, pode ser
trocada facilmente.
- Leve dinheiro trocado para a trilha.
- Não é obrigatório ter nenhum guia ou sherpa, mas se você quiser ajudar a
economia local e contrata-los, não há nenhum problema nisso, apenas escolha
bem.
- Os tempos e percursos feitos nesta viagem não são os mesmos para todas as
pessoas. Respeite seu corpo! Quando estiver em altitudes altas faça períodos
de aclimatação.
- Qualquer roupa ou equipamento pode ser comprado em Kathmandu a preços bem
baratos, muito mais que no Brasil. São marcas falsificadas mas de qualidade
boa.
- A única coisa que não seria recomendada comprar aqui seriam botas, traga
as suas e evite bolhas!
- Após Lukla durante o inverno, traga um saco de dormir de pelo menos -25.C.

Lista para a trilha do acampamento base do Everest:
- Jaqueta water-proof
- polar (wind stopper)
- camisetas
- meias
- calça water-proof
- second skin / minhocåo
- calça extra
- bastão
- cueca
- lycra
- lanterna
- protetor solar
- boné com proteção para o pescoço
- sleeping bag - 25.C
- wet tissue
- sacolas plásticas
- band-aid
- canivete
- protetor de chuva mochila
- mochila pequena
- trocar dinheiro
- permissões de trekking
- cabos e baterias para maquina
- mapas

Fotos e Texto: Marcelo Kiwi

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Permacultura


O que é Permacultura?
Em poucas palavras, dizemos que Permacultura é: um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis. Seus princípios teóricos e práticos são uma síntese das práticas agrícolas e conhecimentos tradicionais e das descobertas da ciência moderna visando o desenvolvimento integrado da propriedade.

A Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.

Por que Permacultura?
Porque tendo como base o planejamento consciente, a Permacultura torna possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia. Quando a ação do permacultor se volta para áreas agrícolas, o resultado é a reversão de situações dramáticas de degradação sócio-ambiental.

Todo sistema permacultural deve evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.


Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, fundadores da Permacultura nos anos 70, buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade.

Fonte: www.permear.org.br

SÍTIO PEDRA AGUDA > Montanhismo + Permacultura + Macrobiótica

sábado, 1 de novembro de 2008

Machu Picchu "Hogar de los Dioses"



Após nossa experiência ímpar na Cordillera Blanca, no dia 05 de agosto desembarcamos no aeroporto de Cusco rumo ao maior templo de arquitetura paisagística do mundo: Machu Picchu.
No aeroporto fomos recepcionados pela simpática Roxana. Esta nos acompanhou até o Hotel do famoso escritor peruano Garcilaso e nos passou todo nosso itinerário para os quatro dias que passamos pelo arredores de Cusco.
Foto 01: Catedrais de Cusco
Chegamos ao hotel, deixamos nossas coisas e já partimos para um tour na cidade de Cusco, onde uma Van já nos aguardava com alguns outros turistas. Visitamos algumas igrejas e dentre elas o Convento de Santo Domingo Del Cusco, um lugar muito bonito de construções Incas, mas que hoje está tomado de novas construções e artes espanholas.

Foto 02: Convento de Santo Domingo Del Cusco
Visitamos também a Basílica de Cusco, toda construida com obras espanholas e de uma grandiosidade impressionante, devido aos varios altares feitos dentro dela dedicado a cada santo e todo esculpido a ouro ou prata.
Após estas visitas fomos a Saqsaywaman, neste lugar existem ruínas de uma muralha feita pelos Incas onde de cima se avista toda cidade de Cusco.
Após este agradável passeio, fomos para o Hotel.
Foto 03: Catedrais de Cusco

Foto 04: Muralhas de Saqsaywaman
Foto 05: Luane em Saqsaywaman
No dia seguinte, 06/08, acordamos cedo, tomamos nosso café e saímos novamente para um novo tour. Percebemos que as pessoas que estavam dento da Van eram as mesmas que haviam saído no dia anterior com a gente, com isso todos já haviam se entrosado e tínhamos um grupo de amigos.

Foto 06: Orlando em Saqsaywaman
Seguimos para o Vale Sagrado onde se pode observar muitos vestígios arqueológicos pelo caminho e muitas montanhas da cadeia de Vilcanota. Por todo o vale, também se observa a diversificação de plantações agrícolas que os peruanos produzem para o seu sustento.
Foto 07: Vista do Vale Sagrado
Paramos em um lugar chamado Pisac, onde logo nos impressionamos com as construções Incas que existiam por ali. Um lugar realmente fantástico.
Foto 08: Pisac
Foto 09: Terraços para plantação feito pelos Incas - Pisac

Foto 10: Som de Quena

Foto 11: Tumbas dos Incas

Dali seguimos para o povoado de Ollantaytamboem aproximadamente uma hora e meia de viagem. Quando chegamos lá ficamos impressionados, o pequeno povoado se encontrava em um vale rodeado de montanhas rochosas, com alguns picos nevados ao fundo e com uma construção arqueológica feita pelos Incas impressionante.

Foto 12: Olantaytambo

Foto 13: Ruinas de Olantaytambo

Em Ollantaytambo despedimos de nossos companheiros da Van, pois iríamos passar uma noite por ali para pegarmos nosso trem para o povoado de Águas Calientes, conhecido também como Povoado de Machu Picchu. Ollantaytambo é o último lugar que se tem acesso em algum automóvel, partindo dali só vai de trem.

Foto 15: No trem rumo a Águas Calientes (Povoado de Machu Picchu)

Acordamos por volta das 4h, 07/08, seguimos para a estação e pegamos nosso trem rumo ao lugar mais esperado de todos estes dias que era Matchu Picchu. O caminho por onde o trem percorre é muito lindo, cercado por grandes montanhas onde algumas eram nevadas, margeando também o Rio Urubamba. Este deságua no Rio Amazonas.

Foto 16: Povoado de Machu Picchu
Chegando ao Povoado de Machu Picchu fomos para o hotel. Durante a tarde fomos conhecer o povoado, onde percebemos a grande concentração de turistas por lá onde ficamos bastante encantados, pois é um lugar bastante místico e os nativos sobrevivem somente do turismo.
Acordamos no dia seguinte as 3h, tomamos nosso café e corremos para uma praça onde se pega o ônibus para Machu Picchu.
Foto 17: Fila para pegar o ônibus

Chagamos na praça e nos assustamos com o tamanho da fila para pegar os ônibus. De lá, para chegar a Matchu Picchu, ou você vai nestes ônibus que levam cerca de 20 min para chegar ou vai caminhando por uma trilha de aproximadamente 2 horas e meia.
Após algum tempo na fila, pegamos o ônibus e chegamos na cidade de Machu Picchu, que também enfrentamos fila para entrar.

Foto 18: Subindo o Wayna Picchu
Lá, assim que passamos pela portaria saímos correndo para a entrada da montanha WaynaPicchu. Nesta montanha você tem uma vista privilegiada de Machu Picchu, mas é necessário correr para conseguir subi-la, pois o limite de visitentes nesta montanha são de 400 pessoas dividido em 2 grupos de 200 em horários diferentes, ou seja, sobe o primeiro grupo e conforme vão descendo o segundo grupo sobe.
Foto 20: Ruinas em Wayna Picchu

Conseguimos subir no primeiro grupo e foi simplesmente demais! Para subir o Wayna Picchu levam mais ou menos 1h ou 1 hora e meia. A trilha até o cume é toda feita pelos Incas e um pouquinho íngreme, com algumas passagens em degraus de rocha, realmente muito interessante! Quando se chega lá em cima, há grandes construções no topo e por sua encosta, mas nada tão impressionante quanto visualizar todo Machu Picchu de cima.

Foto 21: Vista de cima de Machu Picchu


Foto 22: Ruinas de Machu Picchu vista de Wayna Picchu

Foto 23: Ruinas de Machu Picchu
Após algum tempo lá em cima resolvemos descer e explorar a cidade considerada uma das 7 maravilhas do mundo! E realmente é uma maravilha! Macchu Picchu é impressionante, a construção é de uma engenhosidade ímpar, FANTÁSTICO!!!

Foto 24: Ruinas de Wayna Picchu vista de Machu Picchu

Foto 25: Wayna Picchu e Lhama

Foto 26: Luane e Orlando no Templo Principa

Foto 27: Estes companheiros estavam por todos os cantos!

Foto 28: Clássica de Machu Picchu!

Foto 29: Luane e Orlando em Machu Picchu

Após muitas fotos, resolvemos descer pela trilha que leva até o povoado onde levamos 2h para chagar até o “centrinho”.

Foto 30: Descendo a Trilha Inca para Águas Calientes

Foto 31: Povoado de Águas Calientes - Machu Picchu

Foto 32: Voltando no trem

Quando chegamos, almoçamos e esperamos o horário de nosso trem para voltamos para a cidade de Cusco, finalizando esta maravilhosa viagem pelas terras peruanas!

Por Luane Maia Mohallem, 27/09/2008